Cristo
julho 18, 2010

“É inútil a todos o arrazoar, como o dos filósofos, acerca do labor do mundo. Só quem foi primeiramente humilhado pela pregação do evangelho aprendeu a submeter toda sua sabedoria intelectual (conforme expressa Paulo) à loucura da cruz. Nada acharemos, afirmo eu, na terra ou no céu, capaz de nos elevar até Deus, enquanto Cristo não nos instruir na sua própria escola. Mas isso não pode ser feito a menos que nós, havendo emergido dos abismos mais profundos, sejamos levados para cima, para além de todos os céus, na carruagem da sua cruz, a fim de podermos apreender pela fé as maravilhas que o olho jamais viu, que o ouvido nunca ouviu e que ultrapassam em muito nossos coração e mente. Lá, o reino invisível de Cristo preenche todas as coisas e a difusão da sua graça espiritual tudo permeia. Todavia isso não nos impede de aplicar nossos sentidos à consideração do céu e da terra, para que assim possamos buscar confirmação no verdadeiro conhecimento de Deus. Pois Cristo é a imagem na qual Deus apresenta à nossa vista não apenas o seu coração, mas também suas mãos e pés. Dou o nome de seu coração àquele amor secreto com o qual nos abraça em Cristo, pelas suas mãos e pés eu entendo essas suas obras manifestadas aos nossos olhos”.

João Calvino, Devocionais & Orações: Meditando com os Profetas Menores (Publicado pela Editora Monergismo).

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Sermões em Efésios
outubro 26, 2009

Quando lemos as epístolas que Paulo escreveu para uma variedade de lugares, devemos sempre levar em conta que Deus intentava que elas servissem não apenas para uma época ou para determinado povo; mas, para sempre, e para toda a igreja em geral. E, na verdade, caso alguém considere bem a doutrina que nelas está contida, ficará fácil discernir que a intenção de Deus era ser ouvido por meio das coisas que são ali faladas, até o fim do mundo; e, também, que ele possui tal cuidado por nós que não ignorou nem se esqueceu de coisa alguma que pudesse contribuir para o progresso de nossa salvação. A suma dessa Epístola que eu ora tenho em mãos para expor é que Paulo confirma os que já haviam sido instruídos no evangelho, a fim de que eles soubessem que nisto é que eles devem descansar, sobre a verdadeira e perfeita sabedoria, e que não é lícito adicionar coisa alguma a ela.




Paulo nos conta que os benefícios que nos são trazidos por nosso Senhor Jesus Cristo e dos quais somos feitos partícipes por intermédio de seu evangelho são tão excelentes que seguramente seremos extremamente ingratos se corrermos para lá e para cá como as pessoas que jamais descansam ou se contentam. Depois, mostra-nos ainda o que temos em Cristo, para que nos apeguemos a este de modo a não aceitar buscar em nenhum outro lugar, mas nos assegurarmos de que ele adquiriu tudo para nós.



Por outro lado, ele nos revela que Cristo tão bem proveu por sua igreja que, se soubermos como utilizar os dons da graça que ele nos oferece, teremos plena e perfeita felicidade. Junto com isso, avisa aos que são instruídos na verdade do evangelho que levem uma vida santa, demonstrando que têm aproveitado devidamente a escola de Deus.

João Calvino, Sermões em Efésios (Publicado pela Editora Monergismo).

Calvino: Mestre da Igreja
outubro 14, 2009

A influência de Calvino espalhou-se por toda a Europa e no fim por todo o mundo. E essa influência não foi apenas a teologia dele, mas também sua liturgia, sua política eclesiástica e sua piedade. A herança de Calvino é – que isso jamais seja olvidado – também a herança da piedade genuinamente reformada.

Felipe Sabino (editor), Calvino: Mestre da Igreja (Publicado pela Editora Monergismo).