Archive for the ‘Livros’ Category

A glória da graça de Deus
abril 7, 2011

Mês passado eu li o excelente livro “A Glória da Graça de Deus”, editado por Franklin Ferreira. O livro contém ensaios em honra a James Richard Denham Jr, carinhosamente conhecido como pastor Ricardo. Não trata-se de uma biografia, como alguns podem imaginar equivocadamente. Antes, trata-se de um Festschrift, que é um livro homenageando uma pessoa respeitada (especialmente um acadêmico) durante o seu tempo de vida. Os ensaios, todos escritos por brasileiros, abrangem as áreas de história, teologia, igreja e sociedade.


Sem exagero, os textos iniciais já são dignos do valor do livro: apresentação, prefácio, introdução e um texto do Rev. Gilson Santos sobre “O casal Denham no Brasil e o ministério da Editora Fiel” (págs. 31-54). As fotos são excelentes também. Mesmo sendo já há muito tempo um dos (literalmente) milhares de beneficiados com o ministério da Editora Fiel, encontrei nesses textos iniciais informações empolgantes, maravilhosas e todavia desconhecidas por mim sobre o que Deus fez através do casal Denham. Posso assegurar que é impossível ler tais relatos sem magnificar “a glória da graça de Deus”.


Seria cansativo para o leitor eu fazer um comentário sobre cada um dos 30 capítulos dessa coletânea. Nem é esse o objetivo deste post. O objetivo é que você adquira essa coletânea e a devore, para o bem da sua alma e mente. Dessa forma, restringir-me-ei a uns poucos capítulos e incluirei no final um link para o prefácio do editor.


Apreciei muito o capítulo 2, “O caráter confessional da fé reformada”, escrito pelo Rev. João Alves dos Santos. O texto é muito instrutivo e muito bem escrito. Não é de admirar, já que além de excelente teólogo, o Rev. João tem formação em Letras e Direito. Texto altamente recomendado!


Nem todos os capítulos deste livro são inéditos. Todavia, isso não desmerece nem deveria desanimar o leitor já conhecedor dos textos. O motivo é que são abordagens relevantes e sempre atuais, e que precisam ser revisitadas de vez em quando. Um exemplo é o excelente texto “A presença dos reformados franceses no Brasil colonial”, escrito pelo Rev. Franklin Ferreira, apresentado na coletânea como capítulo 3. O Rev. Franklin aborda com maestria um assunto que infelizmente é pouco conhecido entre os evangélicos do Brasil, mesmo entre aqueles que são da tradição reformada. Um prato cheio para quem gosta de história e de teologia.


O capítulo 4 foi escrito pelo Rev. Josafá Vasconcelos. Já conheço esse servo de Deus há um tempo considerável, mas principalmente pelas suas mensagens pregadas, e não tanto pelos seus escritos. Digo isso pois fiquei impressionado com o seu texto, “A evangelização no Brasil e a redescoberta da fé reformada”, que está muito bem escrito e de uma maneira cativante.



Entre os capítulos restantes, 7 são escritos por teólogos que dispensam apresentação ao público brasileiro, especialmente aqueles que compartilham a fé calvinista da Editora Fiel. Aliás, foi por meio de alguns dos livros da Fiel (Spurgeon e Pink, em especial) que Deus resgatou-me dos erros do arminianismo. Os teólogos mencionados são estes: Davi Charles Gomes, Augustus Nicodemus, Hermisten Maia, Mauro Meister, Paulo Anglada, Heber Campos, e Solano Portela. Não pretendo que isso seja tomado como uma crítica, mas senti falta de um artigo do Rev. Wadislau Gomes, excelente pastor, pregador, escritor e conselheiro.


Os demais artigos são escritos por nomes novos no cenário brasileiro. Contudo, tratam-se de contribuições importantes daqueles que têm a responsabilidade de levar adiante o legado do pastor Ricardo e da Editora Fiel. Nas palavras do editor, são “novos e promissores autores, que temos a honra de apresentar à igreja evangélica brasileira”.


A minha oração é que esses ensaios sirvam para edificar a Igreja de Cristo e trazer glória ao Senhor da Igreja, que é e sempre foi o objetivo desse servo de Deus, o pastor Ricardo, através do seu maravilhoso e abrangente trabalho.


A Deus seja a glória!


Por fim, com a palavra o editor.

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Firmes
fevereiro 16, 2011

Esta semana li o excelente livro “Firmes”, publicado pela Editora Fiel. O famoso e amado John Piper é o editor do livro, juntamente com Justin Taylor.


O livro aborda o assunto da perseverança dos cristãos na fé, indicado no sub-título: “Um chamado à perseverança dos santos”.  “Perseverança dos santos” é um dos chamados cinco pontos do calvinismo, e este livro faz uma bela contribuição ao resgate da fé bíblica no Brasil, visto que uma das calúnias mais comuns lançadas contra o calvinismo é que essa é uma doutrina que leva à licenciosidade. Nada poderia estar mais longe da verdade! “Firmes” constitui um excelente testemunho da visão calvinista, ou melhor, da visão bíblica sobre o assunto: a perseverança na fé é necessária e obrigatória!


Na verdade, todos os cristãos, quer calvinistas ou arminianos, sustentam que o cristão deve perseverar na fé. A diferença (fundamental!) é que os calvinistas, expressando corretamente o ensino bíblico, afirmam que todos os verdadeiros cristãos perseveram na fé, e isso porque Deus é quem os preserva. E esse é um ponto continuamente enfatizado no livro de Piper e Taylor. Não completamos bem a nossa carreira devido às nossas obras ou desempenho, mas é o Deus Trino quem nos faz perseverar no amor e na santidade ao longo da nossa caminhada. A obra é dele. A nossa vida de santidade e perseverança é resultado da sua obra em nós.


Os textos que compõem o livro não tratam da perseverança na santidade a partir de uma única perspectiva. O excelente capítulo de John MacArthur, por exemplo, lida com a perseverança e as certezas necessárias para se ter um ministério duradouro. Ao contrário do que muitos parecem pensar, perseverar na santidade envolve também perseverar em ser fiel à Palavra de Deus em nossa pregação, algo que MacArthur enfatiza continuamente. Não se trata de um pecado de menor proporção. Além do pecado em si da perversão das Escrituras, algo já excessivamente terrível, tal pecado pode conduzir as demais pessoas a outros tantos pecados. Por exemplo, alguém que converte a graça de Deus em dissolução nas suas pregações, pode levar os seus ouvintes a viverem em licenciosidade, quer no trabalho, no casamento ou em outras esferas de sua vida.


Randy Alcorn, por sua vez, gasta a primeira metade do seu texto contando o belo testemunho sobre como ele e a sua família lutaram na causa contra o aborto. Após isso, Randy fornece conselhos preciosos para hábitos e decisões que nos ajudarão a perseverar até o fim.


Além dos contribuintes já mencionados, o livro contém um capítulo de Jerry Bridges e outro de Helen Roseveare. Os dois “capítulos” finais do livro são entrevistas com os autores: o segundo com MacArthur e Piper, e o primeiro com todos os outros.  Aqueles que, como eu, admiram John MacArthur, se deleitarão em conhecer mais um pouco sobre esse grande homem de Deus através dessa pequena entrevista.


Recomendo o livro sem reservas, que pode ser adquirido com um bom desconto na Livraria Erdos.

Cristo
julho 18, 2010

“É inútil a todos o arrazoar, como o dos filósofos, acerca do labor do mundo. Só quem foi primeiramente humilhado pela pregação do evangelho aprendeu a submeter toda sua sabedoria intelectual (conforme expressa Paulo) à loucura da cruz. Nada acharemos, afirmo eu, na terra ou no céu, capaz de nos elevar até Deus, enquanto Cristo não nos instruir na sua própria escola. Mas isso não pode ser feito a menos que nós, havendo emergido dos abismos mais profundos, sejamos levados para cima, para além de todos os céus, na carruagem da sua cruz, a fim de podermos apreender pela fé as maravilhas que o olho jamais viu, que o ouvido nunca ouviu e que ultrapassam em muito nossos coração e mente. Lá, o reino invisível de Cristo preenche todas as coisas e a difusão da sua graça espiritual tudo permeia. Todavia isso não nos impede de aplicar nossos sentidos à consideração do céu e da terra, para que assim possamos buscar confirmação no verdadeiro conhecimento de Deus. Pois Cristo é a imagem na qual Deus apresenta à nossa vista não apenas o seu coração, mas também suas mãos e pés. Dou o nome de seu coração àquele amor secreto com o qual nos abraça em Cristo, pelas suas mãos e pés eu entendo essas suas obras manifestadas aos nossos olhos”.

João Calvino, Devocionais & Orações: Meditando com os Profetas Menores (Publicado pela Editora Monergismo).

POR QUE LER UM LIVRO SOBRE FREUD?
julho 15, 2010

Enquanto o homem enxergar a culpa como um problema da ciência e não da religião, a influência de Sigmund Freud permanecerá impregnada na mente do homem moderno. Freud foi um arquiteto da mente moderna – um construtor profano – como Marx e Darwin. Ele foi também um inimigo da religião – especificamente da Bíblia e dos seus padrões absolutos. Ele cria que o teísmo bíblico era a “ilusão” que compunha o problema de culpa central do homem. Freud queria que o homem aceitasse seu predicamento moral sem referência ao pecado.

A motivação de Freud para a psicanálise foi a remoção da culpa em prol da autoaceitação. Ele postulou que o predicamento moral do homem era inescapável e a culpa inevitável, a menos que o homem pudesse chegar a um acordo com a sua prisão moral. Essa ideologia gerou a nova moralidade dos nossos tempos, em que tanto o homossexual como o cristão devem aceitar e abraçar um estilo de vida imoral. O fato de o homossexual condenar a si mesmo é chamado agora de doença mental, e o de alguém condenar o homossexual, de prova de doença mental.

Essa é uma ética destrutiva, consistente com o fato de Freud ver a si mesmo como um destruidor. Seu propósito era dissociar a culpa do pecado, tornando-a um problema da ciência e não da fé. Por meio dessa revisão Freud esperava destruir a religião.

Mas a remoção da influência religiosa cristã leva apenas à tirania, à medida que o Deus cristão é substituído pelo governo ditatorial da elite científica. O Totalitarismo assume o lugar do Deus Trino à proporção que os governantes científicos buscam controlar cada faceta da vida. A terapia de Freud era socialismo científico: um sincretismo das agendas científicas e políticas do homem moderno.

Essa análise de um dos personagens mais insidiosos da história fornecerá discernimento para o ataque moderno que busca abolir o cristianismo e o pensamento bíblico.

A resposta ao naturalismo de Darwin e Freud ainda é sobrenatural; o evangelho de Jesus Cristo ainda é a única esperança do homem. Mais do que nunca, o homem precisa ter seu pecado e culpa confrontados como seu fracasso moral perante Deus. A compreensão do erro de Sigmund Freud nos revelará inapelavelmente aquilo de que sua obra procurou se evadir, a responsabilidade do homem diante de Deus e a obra expiadora do Mediador divinal. A partir desse ponto, podemos estabelecer um trato realmente cristão da Psicologia, uma abordagem da qual Freud e os humanistas tentam escapar há muito.

R. J. Rushdoony, Freud (Publicado pela Editora Monergismo).

Freud
julho 4, 2010

A resposta ao naturalismo de Darwin e Freud ainda é sobrenatural; o evangelho de Jesus Cristo ainda é a única esperança do homem. Mais do que nunca, o homem precisa ter seu pecado e culpa confrontados como seu fracasso moral perante Deus. A compreensão do erro de Sigmund Freud nos revelará inapelavelmente aquilo de que sua obra procurou se evadir, a responsabilidade do homem diante de Deus e a obra expiadora do Mediador divinal. A partir desse ponto, podemos estabelecer um trato realmente cristão da Psicologia, uma abordagem da qual Freud e os humanistas tentam escapar há muito.

A resposta ao naturalismo de Darwin e Freud ainda é sobrenatural; o evangelho de Jesus Cristo ainda é a única esperança do homem. Mais do que nunca, o homem precisa ter seu pecado e culpa confrontados como seu fracasso moral perante Deus. A compreensão do erro de Sigmund Freud nos revelará inapelavelmente aquilo de que sua obra procurou se evadir, a responsabilidade do homem diante de Deus e a obra expiadora do Mediador divinal. A partir desse ponto, podemos estabelecer um trato realmente cristão da Psicologia, uma abordagem da qual Freud e os humanistas tentam escapar há muito.

R. J. Rushdoony, Freud (Publicado pela Editora Monergismo).

Cura Bíblica
março 6, 2010

À pergunta, se Deus cura o doente hoje, respondemos que, por ser Deus onipotente, sabemos que ele pode curar qualquer pessoa — ele é capaz de até mesmo ressuscitar o morto. E visto que Deus é soberano, ele age como lhe agrada, e ninguém pode lhe dizer: “O que fazes?” (Jó 9.12). Ninguém pode desafiar sua decisão e sua justiça. Portanto, ele pode curar alguns, mas não outros, e em cada caso necessita ter razões suficientes para satisfazer somente a si mesmo por sua decisão, quer ele nos revele ou não essas razões.

Vincent Cheung, Cura Bíblica (Publicado pela Editora Monergismo).

Rushdoony 2010
janeiro 12, 2010

Eis alguns dos livros de R. J. Rushdoony que serão publicados pela Editora Monergismo em 2010, se Deus quiser (os títulos não são definitivos ainda!):

1- Freud
2- Um Estudo do Efeito do Neoplatonismo sobre o Cristianismo
3 – A Necessidade da Teologia Sistemática
4 – Lei e Liberdade
5 – Cristianismo e Estado
6 – Cobiça no Coração: A Economia de Satanás e o Estado Inflacionário

Veja aqui outros livros já publicados.

Em Defesa da Teologia
dezembro 16, 2009

A Teologia, aclamada no passado como “A Rainha das Ciências”, hoje mal chega à posição de lavadora de pratos. É sempre desprezada, considerada como suspeita ou é simplesmente ignorada. Tal aversão manifesta-se de várias formas entre grupos diferentes. Em primeiro lugar, muitas pessoas dedicadas e instruídas que frequentam a igreja, às quais falta instrução teológica, simplesmente ignoram a teologia. Outras pessoas, ateístas, geralmente instruídas e que não desconhecem totalmente a teologia, devotam-lhe desprezo mundano. O terceiro grupo, os neo-ortodoxos, é igualmente bem informado e professa a religião de maneiras extraordinárias, despreza a teologia sob a alegação de que ela separa artificialmente o homem de Deus. Além desses, há outro grupo igualmente dedicado que consiste daqueles que têm estudado mais teologia do que se prega nos púlpitos das igrejas.

Gordon H. Clark, Em Defesa da Teologia (Publicado pela Editora Monergismo).

Senhorio e Soberania
novembro 3, 2009

Os cristãos não podem crer no senhorio e soberania do Estado. Só Jesus Cristo é o Senhor. Devemos rejeitar todas as outras reivindicações de soberania. Pouco a pouco a igreja tem-se afastado da lei de Deus e da soberania divina; tem-se tornado periférica à sociedade e rendido a liderança ao Estado. Das duas uma, ou revertemos esse processo, ou a igreja acabou-se.

Rousas J. Rushdoony, O Ateísmo da Igreja Primitiva” (Publicado pela Editora Monergismo).

Sermões em Efésios
outubro 26, 2009

Quando lemos as epístolas que Paulo escreveu para uma variedade de lugares, devemos sempre levar em conta que Deus intentava que elas servissem não apenas para uma época ou para determinado povo; mas, para sempre, e para toda a igreja em geral. E, na verdade, caso alguém considere bem a doutrina que nelas está contida, ficará fácil discernir que a intenção de Deus era ser ouvido por meio das coisas que são ali faladas, até o fim do mundo; e, também, que ele possui tal cuidado por nós que não ignorou nem se esqueceu de coisa alguma que pudesse contribuir para o progresso de nossa salvação. A suma dessa Epístola que eu ora tenho em mãos para expor é que Paulo confirma os que já haviam sido instruídos no evangelho, a fim de que eles soubessem que nisto é que eles devem descansar, sobre a verdadeira e perfeita sabedoria, e que não é lícito adicionar coisa alguma a ela.




Paulo nos conta que os benefícios que nos são trazidos por nosso Senhor Jesus Cristo e dos quais somos feitos partícipes por intermédio de seu evangelho são tão excelentes que seguramente seremos extremamente ingratos se corrermos para lá e para cá como as pessoas que jamais descansam ou se contentam. Depois, mostra-nos ainda o que temos em Cristo, para que nos apeguemos a este de modo a não aceitar buscar em nenhum outro lugar, mas nos assegurarmos de que ele adquiriu tudo para nós.



Por outro lado, ele nos revela que Cristo tão bem proveu por sua igreja que, se soubermos como utilizar os dons da graça que ele nos oferece, teremos plena e perfeita felicidade. Junto com isso, avisa aos que são instruídos na verdade do evangelho que levem uma vida santa, demonstrando que têm aproveitado devidamente a escola de Deus.

João Calvino, Sermões em Efésios (Publicado pela Editora Monergismo).