Archive for outubro \26\UTC 2009

Sermões em Efésios
outubro 26, 2009

Quando lemos as epístolas que Paulo escreveu para uma variedade de lugares, devemos sempre levar em conta que Deus intentava que elas servissem não apenas para uma época ou para determinado povo; mas, para sempre, e para toda a igreja em geral. E, na verdade, caso alguém considere bem a doutrina que nelas está contida, ficará fácil discernir que a intenção de Deus era ser ouvido por meio das coisas que são ali faladas, até o fim do mundo; e, também, que ele possui tal cuidado por nós que não ignorou nem se esqueceu de coisa alguma que pudesse contribuir para o progresso de nossa salvação. A suma dessa Epístola que eu ora tenho em mãos para expor é que Paulo confirma os que já haviam sido instruídos no evangelho, a fim de que eles soubessem que nisto é que eles devem descansar, sobre a verdadeira e perfeita sabedoria, e que não é lícito adicionar coisa alguma a ela.




Paulo nos conta que os benefícios que nos são trazidos por nosso Senhor Jesus Cristo e dos quais somos feitos partícipes por intermédio de seu evangelho são tão excelentes que seguramente seremos extremamente ingratos se corrermos para lá e para cá como as pessoas que jamais descansam ou se contentam. Depois, mostra-nos ainda o que temos em Cristo, para que nos apeguemos a este de modo a não aceitar buscar em nenhum outro lugar, mas nos assegurarmos de que ele adquiriu tudo para nós.



Por outro lado, ele nos revela que Cristo tão bem proveu por sua igreja que, se soubermos como utilizar os dons da graça que ele nos oferece, teremos plena e perfeita felicidade. Junto com isso, avisa aos que são instruídos na verdade do evangelho que levem uma vida santa, demonstrando que têm aproveitado devidamente a escola de Deus.

João Calvino, Sermões em Efésios (Publicado pela Editora Monergismo).

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A Escritura interpreta a Escritura
outubro 15, 2009

Um dos princípios mais básicos para um entendimento correto da mensagem da Bíblia é que a Escritura interpreta a Escritura. A Bíblia é a Palavra santa, infalível e inerrante de Deus. É a nossa autoridade mais alta. Isso significa que não podemos buscar uma interpretação autoritativa do significado da Escritura fora da própria Bíblia. Significa também que não devemos interpretar a Bíblia como se ela tivesse caído do céu no século XX. O Novo Testamento foi escrito no primeiro século, e por isso devemos tentar entendê-lo em termos dos seus leitores do primeiro século. Por exemplo, quando João chamou Jesus de “o Cordeiro de Deus”, nem ele nem os seus ouvintes tinham em mente algo remotamente similar ao que o homem comum moderno pensaria se ouvisse alguém sendo chamado de “cordeiro” na rua. João não quis dizer que Jesus era doce, carinhoso, amável ou lindo. Na realidade, João não estava de forma alguma se referindo à “personalidade” de Jesus. Ele quis dizer que Jesus era o Sacrifício sem pecado para o mundo. Como sabemos isso? Porque a Bíblia nos diz assim.

David Chilton, A Grande Tribulação (Futuro lançamento da Editora Monergismo).

Calvino: Mestre da Igreja
outubro 14, 2009

A influência de Calvino espalhou-se por toda a Europa e no fim por todo o mundo. E essa influência não foi apenas a teologia dele, mas também sua liturgia, sua política eclesiástica e sua piedade. A herança de Calvino é – que isso jamais seja olvidado – também a herança da piedade genuinamente reformada.

Felipe Sabino (editor), Calvino: Mestre da Igreja (Publicado pela Editora Monergismo).

Obras de Caridade
outubro 14, 2009

Existe um contexto, um pano de fundo, por trás de todas as obras de caridade que a igreja realiza, que é a fé em Jesus Cristo. É um erro grave – um erro danoso – supor que o Cristianismo é primariamente um sistema de ética, ou que ele é principalmente um chamado para a justiça social e as obras de caridade. Interpretar o Evangelho de Jesus Cristo como puramente, ou até mesmo principalmente, um evangelho social é distorcer a sua mensagem e negar o seu poder. Boas obras não produzem uma religião pura; é a religião pura que produz as boas obras. Essa distinção deve ser mantida.

Vincent Cheung, Religião Pura (Publicado pela Editora Monergismo).

A Lei de Deus
outubro 14, 2009

Cremos que a Bíblia ensina que a lei moral de Deus e as jurisprudências morais do Antigo Testamento ainda são obrigatórias para a sociedade na era do Novo Testamento, a menos que sejam anuladas ou de outra forma transformadas por um ensino do Novo Testamento, quer diretamente ou por implicação. Resumindo, há continuidade judicial e moral entre os dois testamentos.

Brian Schwertley, A Lei de Deus para o Homem Moderno (Futuro lançamento da Editora Monergismo).