Vinho na Escritura

fevereiro 19, 2012 - 2 Respostas

O grande reformador João Calvino fez anotações sobre a palavra em seu comentário clássico de Gênesis. Vale a pena ler o que ele comenta sobre esse termo:

Quanto à palavra shakar, eles “se alegraram”, significa, ou que eles não costumavam beber vinho sempre, ou que houve mais do que uma tolerância comum quando estavam às suntuosas mesas estendidas para eles. Aqui, porém, o texto não implica nenhuma intemperança (de sorte que os beberrões não podem apelar para o exemplo dos santos pais como pretexto para o seu delito), mas o que houve foi uma honrosa e moderada liberalidade. Reconheço, na verdade, que a palavra tem sentido duplo, e muitas vezes é tomada num mau sentido, como em Gênesis 9.21, e em passagens semelhantes; mas no presente caso o propósito de Moisés é claro. Alguém poderia objetar que o uso frugal dos alimentos e da bebida é simplesmente que seja suficiente para a nutrição do nosso corpo. Respondo que, muito embora o alimento seja propriamente para suprir as nossas necessidades, todavia o uso legítimo dele pode ir um pouco mais longe. Pois não é em vão que o nosso alimento tem sabor, além de conter alimento nutritivo vital. Pois dessa forma o nosso Pai celestial docemente nos deleita com suas iguarias. E sua benignidade não é recomendada em vão no Salmo 104.15, onde se declara que ele cria “o vinho, que alegra o coração do homem”.

Fonte: John Calvin, Commentaries on the First Book of Moses Called Genesis, traduzido para o inglês por John King (Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1948), 362,3. Atualizei o estilo das suas referências bíblicas.

Escatologia

setembro 7, 2011 - Leave a Response

Deus está intensamente interessado nesta terra como sua criação, e ele não a abandonará. A Bíblia, por exemplo, não ensina que todos os cristãos viverão juntos com o Senhor eternamente no céu. Antes, ela declara que a Nova Jerusalém descerá do céu (uma terra renovada [1Pe 3.10-13]), na qual Deus habitará com os homens para sempre (Ap 21.1-3).

P. Andrew Sandlin

Penologia

abril 10, 2011 - Leave a Response

A força e autoridade compulsiva de qualquer mandamento em particular reside sempre em sua ameaça penal; se nenhuma punição seguir a violação de uma lei, então a lei é meramente uma sugestão. Não se exige que uma pessoa aja de certa forma a menos que sua desobediência seja seguida pela aplicação de uma sanção penal.


Lei sem sanções não é lei. Aqui a obrigação mútua de lei e autoridade política torna-se muito óbvia. Embora a autoridade política exista por causa da Lei, a Lei é real somente se reforçada por meio da autoridade política. Embora a lei não receba sua validade, ela recebe seu poder da autoridade política, e o governo não deve portar a espada em vão. [1]


A lei de Deus contém contém tanto demandas positivas como sanções penais; ela não somente ordena a plena execução de seus preceitos, mas também a imposição da penalidade apropriada por todas as infrações. Ambos os elementos devem ser atendidos ou então a lei de Deus não estará sendo guardada.



Sanção Dupla

Deus entregou não somente mandamentos com respeito a como devemos nos comportar, mas também mandamentos para o magistrado civil especificando o que deve ser feito quando não o fazemos. A lei de Deus contém uma sanção dupla: penalidade deve ser infligida para guardar a justiça e ordem do Estado, e penalidade eterna deve ser infligida para garantir a santidade e justiça de Deus. Por isso existem os detalhes vetero-testamentários de penalidades civis (até mesmo execução para crimes capitais) para violações da lei de Deus que se aplica à sociedade; todavia, é plenamente reconhecido também que a penalidade por violar um mandamento de Deus se estende além dessa sanção temporal, indo até o castigo eterno de Deus. Há um reconhecimento de uma vida após a morte (e.g., Gn 5.24; Lv 19.28; Nm 16.30; Dt 26.14; Sl 55.15), que o próprio Senhor julgará a iniquidade (e.g., Sl 1.5ss; 96.13; 98.9; Ec 12.14; cf. 11.9), e que seu julgamento poderia levar à condenação eterna (Jó 18; Sl 49.12-15, 19; 69.28; 104.35; Pv 11.7; 14.32; 15.24; Is 33.14; 66.24; Dn 12.2; Ml 4.1). Todavia, o Antigo Testamento também demanda punição civil para malfeitores, até mesmo a execução — reconhecimento plenamente que outro castigo seguirá a esta vida. Visto que uma violação da lei de Deus tem efeito negativo tanto sobre o bem-estar da sociedade como sobre o bem-estar espiritual do ofensor, a punição de acordo com a lei era apropriadamente de dois gumes: civil e divina. Talvez seja útil distinguir entre “pecado” e “crime”. [2] Embora todo crime seja pecaminoso, nem todo pecado é um crime. Uma ofensa contra a lei de Deus é um crime quando ela é um delito social punível pelas autoridades governamentais; o pecado, por outro lado, sempre é julgado e punido por Deus. O magistrado não pode ousar punir o pecado de um homem, mas ele é obrigado a reforçar as sanções penais contra o crime de um homem. Dessa forma, um crime deve sofrer duas punições: um diante do magistrado (como um delito social), um diante do próprio Deus (como um pecado). A lei de Deus designa quais são as sanções penais nas duas áreas. A lei de Deus lida com santidade na sociedade bem como com santidade na vida pessoal. Deus está preocupado que um homem ande corretamente diante dele bem como na sociedade. Por isso as punições sociais detalhadas na palavra de Deus são autoritativas como qualquer outro mandamento que ele estabeleceu para ser obedecido. Sanção intrínseca pertence à retribuição civil como um ditame da justiça divina.


Fonte: Greg L. Bahnsen, Theonomy in Christian Ethics, p. 421-422.



[1] – George W. Forell, “The State as Order of Creation,” God and Caesar: A Christian Approach to Social Ethics, ed. Warren A. Quanbeck (Minneapolis: Augsburg Publishing House, 1959), p. 50.



[2] Cf. J. B. Shearer, Hebrew Institutions, Social and Civil (Richmond: Presbyterian Committee of Publication, 1910), p. 144.

A glória da graça de Deus

abril 7, 2011 - Leave a Response

Mês passado eu li o excelente livro “A Glória da Graça de Deus”, editado por Franklin Ferreira. O livro contém ensaios em honra a James Richard Denham Jr, carinhosamente conhecido como pastor Ricardo. Não trata-se de uma biografia, como alguns podem imaginar equivocadamente. Antes, trata-se de um Festschrift, que é um livro homenageando uma pessoa respeitada (especialmente um acadêmico) durante o seu tempo de vida. Os ensaios, todos escritos por brasileiros, abrangem as áreas de história, teologia, igreja e sociedade.


Sem exagero, os textos iniciais já são dignos do valor do livro: apresentação, prefácio, introdução e um texto do Rev. Gilson Santos sobre “O casal Denham no Brasil e o ministério da Editora Fiel” (págs. 31-54). As fotos são excelentes também. Mesmo sendo já há muito tempo um dos (literalmente) milhares de beneficiados com o ministério da Editora Fiel, encontrei nesses textos iniciais informações empolgantes, maravilhosas e todavia desconhecidas por mim sobre o que Deus fez através do casal Denham. Posso assegurar que é impossível ler tais relatos sem magnificar “a glória da graça de Deus”.


Seria cansativo para o leitor eu fazer um comentário sobre cada um dos 30 capítulos dessa coletânea. Nem é esse o objetivo deste post. O objetivo é que você adquira essa coletânea e a devore, para o bem da sua alma e mente. Dessa forma, restringir-me-ei a uns poucos capítulos e incluirei no final um link para o prefácio do editor.


Apreciei muito o capítulo 2, “O caráter confessional da fé reformada”, escrito pelo Rev. João Alves dos Santos. O texto é muito instrutivo e muito bem escrito. Não é de admirar, já que além de excelente teólogo, o Rev. João tem formação em Letras e Direito. Texto altamente recomendado!


Nem todos os capítulos deste livro são inéditos. Todavia, isso não desmerece nem deveria desanimar o leitor já conhecedor dos textos. O motivo é que são abordagens relevantes e sempre atuais, e que precisam ser revisitadas de vez em quando. Um exemplo é o excelente texto “A presença dos reformados franceses no Brasil colonial”, escrito pelo Rev. Franklin Ferreira, apresentado na coletânea como capítulo 3. O Rev. Franklin aborda com maestria um assunto que infelizmente é pouco conhecido entre os evangélicos do Brasil, mesmo entre aqueles que são da tradição reformada. Um prato cheio para quem gosta de história e de teologia.


O capítulo 4 foi escrito pelo Rev. Josafá Vasconcelos. Já conheço esse servo de Deus há um tempo considerável, mas principalmente pelas suas mensagens pregadas, e não tanto pelos seus escritos. Digo isso pois fiquei impressionado com o seu texto, “A evangelização no Brasil e a redescoberta da fé reformada”, que está muito bem escrito e de uma maneira cativante.



Entre os capítulos restantes, 7 são escritos por teólogos que dispensam apresentação ao público brasileiro, especialmente aqueles que compartilham a fé calvinista da Editora Fiel. Aliás, foi por meio de alguns dos livros da Fiel (Spurgeon e Pink, em especial) que Deus resgatou-me dos erros do arminianismo. Os teólogos mencionados são estes: Davi Charles Gomes, Augustus Nicodemus, Hermisten Maia, Mauro Meister, Paulo Anglada, Heber Campos, e Solano Portela. Não pretendo que isso seja tomado como uma crítica, mas senti falta de um artigo do Rev. Wadislau Gomes, excelente pastor, pregador, escritor e conselheiro.


Os demais artigos são escritos por nomes novos no cenário brasileiro. Contudo, tratam-se de contribuições importantes daqueles que têm a responsabilidade de levar adiante o legado do pastor Ricardo e da Editora Fiel. Nas palavras do editor, são “novos e promissores autores, que temos a honra de apresentar à igreja evangélica brasileira”.


A minha oração é que esses ensaios sirvam para edificar a Igreja de Cristo e trazer glória ao Senhor da Igreja, que é e sempre foi o objetivo desse servo de Deus, o pastor Ricardo, através do seu maravilhoso e abrangente trabalho.


A Deus seja a glória!


Por fim, com a palavra o editor.

Hipercalvinismo

abril 5, 2011 - Leave a Response

O The Presbyterian Journal, de 18 de novembro de 1981, inclui um artigo do Rev. Donald A. Dunkerley intitulado “Hipercalvinismo Hoje”. Esse autor deve ser grandemente elogiado, pois ele sabe o que significa hipercalvinismo, e apresenta a definição com clareza. A maioria dos escritores e pregadores populares não sabem o que significa hipercalvinismo, nem apresentam uma definição. Hipercalvinismo é “aquela visão de calvinismo que defende ‘não existir nenhuma chamada universal a Cristo enviada a todos os pecadores, e que os homens não são ordenados a tomá-lo como seu Salvador’. Os hiper-calvinistas mantém que Cristo deveria ser apresentado ou oferecido como Salvador somente àqueles a quem Deus chama eficazmente” (14).

Parece que existem tais pessoas; pessoas que são chamadas com escárnio de batistas hardshell [cascas duras]. Deve haver poucas dessas pessoas, e eu não conheço nenhum presbiteriano que se qualificaria. O próprio Dunkerley reconhece que eles são “uma minoria quase insignificante”.

Todavia, embora saiba muito bem o que o termo significa, ele quer estender os seus tons pejorativos a pessoas a quem o termo não se aplica. Seu método é fazer perguntas retóricas que ele quer que os seus leitores respondam no afirmativo, quando a resposta correta é claramente a negativa. A despeito do seu reconhecimento que os hipercalvinistas são uma minoria quase insignificante, e após descrever várias formas de evangelismo, ele reclama que “carecemos e precisamos urgentemente em nossos dias de um evangelismo de compaixão”. Bem, isso é verdade, mas em seu contexto isso parece significar que o hipercalvinismo é quase a pior aberração do século vinte. Talvez também do século dezoito, pois Whitefield, a quem ele cita com aprovação, dificilmente evidencia os métodos evangelísticos que ele parece exigir.

Sem dúvida a Bíblia ordena que preguemos o Evangelho a todos os homens. A um hipercalvinista que insistia que um ministro deveria pregar o Evangelho somente aos eleitos, Clarence Edward Macartney, se lembro-me corretamente, replicou: “Aponte para mim quais pessoas são as eleitas e eu confinarei a minha pregação a elas”.

Mas quando o sr. Dunkerley quer dizer a todo o mundo que “Deus ama você”, pergunto-me como ele pode defender essa frase quando não somente Jacó, mas Esaú também está na audiência.

Gordon H. Clark, The Sovereignty of God.

Firmes

fevereiro 16, 2011 - Leave a Response

Esta semana li o excelente livro “Firmes”, publicado pela Editora Fiel. O famoso e amado John Piper é o editor do livro, juntamente com Justin Taylor.


O livro aborda o assunto da perseverança dos cristãos na fé, indicado no sub-título: “Um chamado à perseverança dos santos”.  “Perseverança dos santos” é um dos chamados cinco pontos do calvinismo, e este livro faz uma bela contribuição ao resgate da fé bíblica no Brasil, visto que uma das calúnias mais comuns lançadas contra o calvinismo é que essa é uma doutrina que leva à licenciosidade. Nada poderia estar mais longe da verdade! “Firmes” constitui um excelente testemunho da visão calvinista, ou melhor, da visão bíblica sobre o assunto: a perseverança na fé é necessária e obrigatória!


Na verdade, todos os cristãos, quer calvinistas ou arminianos, sustentam que o cristão deve perseverar na fé. A diferença (fundamental!) é que os calvinistas, expressando corretamente o ensino bíblico, afirmam que todos os verdadeiros cristãos perseveram na fé, e isso porque Deus é quem os preserva. E esse é um ponto continuamente enfatizado no livro de Piper e Taylor. Não completamos bem a nossa carreira devido às nossas obras ou desempenho, mas é o Deus Trino quem nos faz perseverar no amor e na santidade ao longo da nossa caminhada. A obra é dele. A nossa vida de santidade e perseverança é resultado da sua obra em nós.


Os textos que compõem o livro não tratam da perseverança na santidade a partir de uma única perspectiva. O excelente capítulo de John MacArthur, por exemplo, lida com a perseverança e as certezas necessárias para se ter um ministério duradouro. Ao contrário do que muitos parecem pensar, perseverar na santidade envolve também perseverar em ser fiel à Palavra de Deus em nossa pregação, algo que MacArthur enfatiza continuamente. Não se trata de um pecado de menor proporção. Além do pecado em si da perversão das Escrituras, algo já excessivamente terrível, tal pecado pode conduzir as demais pessoas a outros tantos pecados. Por exemplo, alguém que converte a graça de Deus em dissolução nas suas pregações, pode levar os seus ouvintes a viverem em licenciosidade, quer no trabalho, no casamento ou em outras esferas de sua vida.


Randy Alcorn, por sua vez, gasta a primeira metade do seu texto contando o belo testemunho sobre como ele e a sua família lutaram na causa contra o aborto. Após isso, Randy fornece conselhos preciosos para hábitos e decisões que nos ajudarão a perseverar até o fim.


Além dos contribuintes já mencionados, o livro contém um capítulo de Jerry Bridges e outro de Helen Roseveare. Os dois “capítulos” finais do livro são entrevistas com os autores: o segundo com MacArthur e Piper, e o primeiro com todos os outros.  Aqueles que, como eu, admiram John MacArthur, se deleitarão em conhecer mais um pouco sobre esse grande homem de Deus através dessa pequena entrevista.


Recomendo o livro sem reservas, que pode ser adquirido com um bom desconto na Livraria Erdos.

Cristo

julho 18, 2010 - Leave a Response

“É inútil a todos o arrazoar, como o dos filósofos, acerca do labor do mundo. Só quem foi primeiramente humilhado pela pregação do evangelho aprendeu a submeter toda sua sabedoria intelectual (conforme expressa Paulo) à loucura da cruz. Nada acharemos, afirmo eu, na terra ou no céu, capaz de nos elevar até Deus, enquanto Cristo não nos instruir na sua própria escola. Mas isso não pode ser feito a menos que nós, havendo emergido dos abismos mais profundos, sejamos levados para cima, para além de todos os céus, na carruagem da sua cruz, a fim de podermos apreender pela fé as maravilhas que o olho jamais viu, que o ouvido nunca ouviu e que ultrapassam em muito nossos coração e mente. Lá, o reino invisível de Cristo preenche todas as coisas e a difusão da sua graça espiritual tudo permeia. Todavia isso não nos impede de aplicar nossos sentidos à consideração do céu e da terra, para que assim possamos buscar confirmação no verdadeiro conhecimento de Deus. Pois Cristo é a imagem na qual Deus apresenta à nossa vista não apenas o seu coração, mas também suas mãos e pés. Dou o nome de seu coração àquele amor secreto com o qual nos abraça em Cristo, pelas suas mãos e pés eu entendo essas suas obras manifestadas aos nossos olhos”.

João Calvino, Devocionais & Orações: Meditando com os Profetas Menores (Publicado pela Editora Monergismo).

POR QUE LER UM LIVRO SOBRE FREUD?

julho 15, 2010 - Leave a Response

Enquanto o homem enxergar a culpa como um problema da ciência e não da religião, a influência de Sigmund Freud permanecerá impregnada na mente do homem moderno. Freud foi um arquiteto da mente moderna – um construtor profano – como Marx e Darwin. Ele foi também um inimigo da religião – especificamente da Bíblia e dos seus padrões absolutos. Ele cria que o teísmo bíblico era a “ilusão” que compunha o problema de culpa central do homem. Freud queria que o homem aceitasse seu predicamento moral sem referência ao pecado.

A motivação de Freud para a psicanálise foi a remoção da culpa em prol da autoaceitação. Ele postulou que o predicamento moral do homem era inescapável e a culpa inevitável, a menos que o homem pudesse chegar a um acordo com a sua prisão moral. Essa ideologia gerou a nova moralidade dos nossos tempos, em que tanto o homossexual como o cristão devem aceitar e abraçar um estilo de vida imoral. O fato de o homossexual condenar a si mesmo é chamado agora de doença mental, e o de alguém condenar o homossexual, de prova de doença mental.

Essa é uma ética destrutiva, consistente com o fato de Freud ver a si mesmo como um destruidor. Seu propósito era dissociar a culpa do pecado, tornando-a um problema da ciência e não da fé. Por meio dessa revisão Freud esperava destruir a religião.

Mas a remoção da influência religiosa cristã leva apenas à tirania, à medida que o Deus cristão é substituído pelo governo ditatorial da elite científica. O Totalitarismo assume o lugar do Deus Trino à proporção que os governantes científicos buscam controlar cada faceta da vida. A terapia de Freud era socialismo científico: um sincretismo das agendas científicas e políticas do homem moderno.

Essa análise de um dos personagens mais insidiosos da história fornecerá discernimento para o ataque moderno que busca abolir o cristianismo e o pensamento bíblico.

A resposta ao naturalismo de Darwin e Freud ainda é sobrenatural; o evangelho de Jesus Cristo ainda é a única esperança do homem. Mais do que nunca, o homem precisa ter seu pecado e culpa confrontados como seu fracasso moral perante Deus. A compreensão do erro de Sigmund Freud nos revelará inapelavelmente aquilo de que sua obra procurou se evadir, a responsabilidade do homem diante de Deus e a obra expiadora do Mediador divinal. A partir desse ponto, podemos estabelecer um trato realmente cristão da Psicologia, uma abordagem da qual Freud e os humanistas tentam escapar há muito.

R. J. Rushdoony, Freud (Publicado pela Editora Monergismo).

Freud

julho 4, 2010 - Leave a Response

A resposta ao naturalismo de Darwin e Freud ainda é sobrenatural; o evangelho de Jesus Cristo ainda é a única esperança do homem. Mais do que nunca, o homem precisa ter seu pecado e culpa confrontados como seu fracasso moral perante Deus. A compreensão do erro de Sigmund Freud nos revelará inapelavelmente aquilo de que sua obra procurou se evadir, a responsabilidade do homem diante de Deus e a obra expiadora do Mediador divinal. A partir desse ponto, podemos estabelecer um trato realmente cristão da Psicologia, uma abordagem da qual Freud e os humanistas tentam escapar há muito.

A resposta ao naturalismo de Darwin e Freud ainda é sobrenatural; o evangelho de Jesus Cristo ainda é a única esperança do homem. Mais do que nunca, o homem precisa ter seu pecado e culpa confrontados como seu fracasso moral perante Deus. A compreensão do erro de Sigmund Freud nos revelará inapelavelmente aquilo de que sua obra procurou se evadir, a responsabilidade do homem diante de Deus e a obra expiadora do Mediador divinal. A partir desse ponto, podemos estabelecer um trato realmente cristão da Psicologia, uma abordagem da qual Freud e os humanistas tentam escapar há muito.

R. J. Rushdoony, Freud (Publicado pela Editora Monergismo).

Cura Bíblica

março 6, 2010 - Leave a Response

À pergunta, se Deus cura o doente hoje, respondemos que, por ser Deus onipotente, sabemos que ele pode curar qualquer pessoa — ele é capaz de até mesmo ressuscitar o morto. E visto que Deus é soberano, ele age como lhe agrada, e ninguém pode lhe dizer: “O que fazes?” (Jó 9.12). Ninguém pode desafiar sua decisão e sua justiça. Portanto, ele pode curar alguns, mas não outros, e em cada caso necessita ter razões suficientes para satisfazer somente a si mesmo por sua decisão, quer ele nos revele ou não essas razões.

Vincent Cheung, Cura Bíblica (Publicado pela Editora Monergismo).

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